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Confissão dos PecadosFather Kilian McDonnell OSB
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Este pronunciamento foi apresentado à Sociedade para Estudos Pentecostais que se reuniu em Kirkland, WA, em 16 de março de 2000. Confissão dos PecadosNo dia 12 de março, o Papa João Paulo II humildemente confessou os pecados que os católicos cometeram durante este último milênio. Eu não tenho autoridade para falar em nome da Igreja Católica; eu falo privadamente. Entretanto, acredito que sou conduzido pelo Espírito a confessar os pecados que os católicos romanos cometeram contra os pentecostais clássicos. Fazendo esta confissão, eu e todos os católicos que se unem a mim buscamos nada em retorno, exceto perdão. Os católicos romanos acreditam que a Igreja é o corpo de Cristo. A Igreja é santa pela palavra que proclama, pelos sacramentos que celebra, pela graça do Espírito na qual vive e pela vida de seus santos. Esta Igreja santa possui membros pecadores, desde aqueles que ocupam os mais elevados ofícios na Igreja até os fiéis mais humildes. Como o Vaticano II afirmou, a Igreja "sempre necessita ser purificada e incessantemente trilha o caminho da penitência e renovação" (Constituição sobre a Igreja do Vaticano II, 8). A Igreja é ao mesmo tempo santa e penitente. Eu confesso o pecado de arrogância com que os católicos trataram os pentecostais, conduzindo à intolerância, discriminação e exclusão. Nós empregamos métodos de evangelização contrários ao Evangelho, usando o Estado para perseguir e oprimir os pentecostais. Quando éramos a maioria, deprivávamos os pentecostais de seus direitos civis; quando éramos a minoria, demandávamos todos os nossos direitos como cidadãos. Desta maneira, a dignidade da pessoa humana foi violada, e os direitos de todos os que acreditam em Cristo foram desrespeitados. Eu confesso que muitos católicos identificaram indiscriminadamente todas as Igrejas pentecostais como "seitas", e assim as desprezaram. O Concílio Vaticano II, referindo-se a outras Igrejas e comunidades cristãs, afirmou que "alguns e até mesmo muitos dos mais significantes elementos ou aspectos que edificam e vivificam a Igreja podem existir fora das estruturas visíveis da Igreja Católica", acrescentando que estas outras Igrejas "podem gerar uma verdadeira vida de graça" (Decreto sobre Ecumenismo, 3). Muitos católicos falharam em reconhecer estes elementos verdadeiramente eclesiais e santificantes nas Igrejas pentecostais. Nós os rotulamos como "entusiastas" e não recebemos com gratidão os dons e a espiritualidade que nos oferecem. De acordo com o princípio de que "a verdade é defendida apenas pela própria verdade" (Decreto sobre a Liberdade Religiosa, 1), eu confesso que os católicos têm vivido em ignorância culpável em relação à profissão de fé dos pentecostais. Nós não apenas os caricaturamos mas também divulgamos nossa visão estereotipada das Igrejas pentecostais. O Papa João Paulo II em 1992, referindo-se aos movimentos de transformação na América Latina, atribuiu seu sucesso, em parte, à "falta de um forte senso de Deus" em agentes de pastoral católicos, tanto sacerdotes quanto líderes leigos. Pelo escândalo na vida dos católicos, especialmente pelo contra-testemunho dos sacerdotes, cujas atitudes não refletem a absoluta santidade de Deus que refulge através de seu Filho, Jesus Cristo, eu peço perdão. "Por todos os erros, por atos de infidelidade, inconsistência e omissão" (João Paulo II, "O Advento do Terceiro Milênio", 33) eu e todos os católicos que se unem a mim pedimos aos pentecostais que nos perdoem. Peço que os pentecostais clássicos orem, a fim de que os católicos se voltem para Deus, acreditem no Evangelho de Jesus Cristo e "caminhem no Espírito" rumo à glória do Pai.
Rev. Kilian McDonnell OSB
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